A entrega de uma cesta básica ou a geração de emprego? Não poderíamos nem titubear na resposta mas sabemos que muitas vezes o poder público resolve os problemas de forma paliativa visando somente soluções rápidas e principalmente vinculações e compromissos políticos e pessoais. Os movimentos sociais, mais especificamente o sindical em que atuo, luta para que a geração de emprego e renda sejam colocados em primeiro plano em qualquer planejamento de políticas públicas, é preciso contudo que a sociedade saiba diferenciar o assistencialismo dos programas inclusivos e principalmente passe a repudiar veemente o primeiro.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2007
domingo, 30 de setembro de 2007
Assistencialismo x Inclusão Social
Uma linha muito tênue separa os feitos de inclusão social do assistencialismo. Faz-se necessário aprofundar o estudo e o debate a fim de evitar erros de aplicação e principalmente aproveitamento esperado. Ouço muitas pessoas comentando que o Governo Lula é assistencialista ao extremo, porém este ano em São Francisco do Sul tive a oportunidade de estar a frente da implantação de três núcleos do Programa Segundo Tempo, segundo maior programa social do Governo Federal atendendo em São Francisco 650 crianças, e a visão que tenho é justamente ao contrário, temos constante acompanhamento e cobrança por parte da Secretaria de Esporte Educacional do Ministério dos Esportes de tal ponto que conseguimos alcançar um aumento de rendimento escolar de 15% entre os participantes do Programa, pois através do esporte conseguimos atingir educação, cultura e cidadania.
Acredito que se nosso objetivo fosse apenas o assistencialismo estaríamos trabalhando apenas uma vez por semana ou quem sabe distribuindo bolas e deixando as crianças se divertirem, não que isso não seja importante, mas a sociedade precisa de muito mais. Outro detalhe são as barreiras que surgem aos programas de inclusão, essas são enormes e talvez seja pelo fato de que o assistencialismo gere um retorno fácil, mas a inclusão gera pessoas conscientes e que repudiarão as ações assistencialistas.
A primeira lição, e talvez a mais importante, que tiro deste Programa é que precisamos trabalhar o esporte com seriedade, profissionalismo e como poderosa ferramenta de inclusão social e não somente como forma de diversão e brincadeira.
Marcadores: assistencialismo, inclusão social, Segundo Tempo
