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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Renan absolvido por 40 votos a 35, mas a guerra continua

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi absolvido por 35 votos a 40 (e seis abstenções) na votação em plenário da tarde desta quarta-feira (12). Com isto foi arquivado o processo em que ele era acusado, com base em denúncia da revista Veja, de receber dinheiro de um lobista da construtora Mendes Júnior. Mas há outros dois processos contra Renan no Conselho de Ética da Casa, e a coalizão oposicionista-midiática promete uma guerra sem tréguas.
Por Bernardo Joffily
Os senadores oposicionistas que acabavam de sair do plenário , após a sessão de votação que foi secreta, deram as indicações de como pensam conduzir a crise. Primeiro, destacaram a existência de mais dois processos, que podem se transformar em três, ou mais, alimentados por novas denúncias na mídia. Segundo, responsabilizar o PT.
O último aspecto é atribuido ao trabalho dos senadores petistas Ideli Salvatti (SC) e Aloizio Mercadante (SP). Embora a votação tenha sido secreta, e mesmo parlamentares do DEM reconhecessem que Renan recebeu votos de seus correligionários, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com seus 12 senadores, foi escolhido como o responsável pelos 40 votos que absolveram Renan.
O presidente do Senado ganha fôlego com a votação. O oposicionista Alvaro Dias (PSDB-PR) admitia na TV Senado que, após o resultado de hoje, as outras acusações "perdem força". No entanto, manteve a defesa de que os processos devem prosseguir.

Ele tem prometido prosseguir sua resistência, sem renunciar nem ao mandato e nem ao cargo, que implica também na presidência do Congresso Nacional. Em declaração na segunda-feira passada, ele atribuiu a resistência a uma questão de seu "caráter", o que indica que não pretende esmorecer nem recuar.


Fonte: www.vermelho.org.br

sábado, 1 de setembro de 2007

Os ataques ao Ministério do Esporte e a falta de seriedade da mídia


O vale tudo da imprensa para requentar denúncias do chamado ''mensalão'', atacar o governo do presidente Lula e os partidos da base aliada, voltou a operar com força total. Domingo, dia 26 de agosto, o ''Fantástico'', da rede Globo, colocou no ar a notícia de que recursos do Ministério do Esporte teriam circulado por contas bancárias da agência SMP&B, de Marcos Valério, ajudando a irrigar aquele suposto esquema. A mesma notícia havia sido capa da edição dominical do jornal O Globo e foi reproduzida também no noticiário da Globo News, do mesmo truste empresarial jornalístico. O noticiário descreve um fantasioso roteiro que o dinheiro teria seguido, entre o Banco do Brasil e contas do Banco Rural, até chegar às mãos de um deputado do PT acusado no processo em curso no STF.

Este é mais um exemplo de jornalismo de má qualidade, que deixa vários pontos sem esclarecimento. A origem da ''notícia'' é a ampla auditoria feita pelo TCU nos contratos de publicidade do Ministério do Esporte, de 2001 e 2005, e que resultou no questionamento de dois deles, de 2003, que somam R$ 202.462,01. Como o próprio Ministério esclareceu, em nota divulgada à imprensa no dia 27, este valor se refere ao pagamento da ''veiculação de comercial na TV Globo, 280 mil exemplares da Cartilha do Torcedor (Estatuto do Torcedor), produção de vídeo de 40 minutos sobre os Jogos Indígenas, 15 mil camisetas para o programa Segundo Tempo; e remontagem de filme sobre jogos indígenas para veiculação em Palmas''.

Estes produtos foram recebidos, conferidos pelo fiscal do contrato e utilizados; e pagos. Sem sinal de irregularidade, como o TCU pode comprovar. Tanto que o tribunal declarou que aqueles questionamentos são ''inconsistentes'', como consta no acórdão nº 2.249/2005-Plenário, do TCU, publicado no Diário Oficial da União de 3 de janeiro de 2006. A Controladoria Geral da União também fez a auditoria daqueles contratos e igualmente não encontrou irregularidades.

Embora estas informações sejam públicas e acessíveis, elas não foram levadas nem conta pelo repórter nem pelos editores do jornal e da emissora. Não foram sequer investigadas, numa atitude de completa irresponsabilidade, como o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz classificou a divulgação parcial daquelas notícias.

É preciso esclarecer que a auditoria do TCU encontrou problemas - alguns graves - nas contas do Ministério do Esporte. Mas eles se referem a contratos e pagamentos anteriores a 2003; isto é, na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Ao esconder esta informação, o repórter, o jornal e a rede de tevê deixaram clara a falta de seriedade que é a marca do violento denuncismo usado pela mídia do grande capital para tentar desgastar o governo do presidente Lula e atingir os partidos da base aliada. Este é mais um exemplo do jornalismo de propaganda da direita, feito para confundir e desinformar.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Caldo Vermelho é destaque na impressa de Sao Chico


Camaradas

O caldo vermelho está dando o que falar na cidade

E que venha a Conferencia Municipal no dia 15 de setembro.