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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Organização de Base Petroleira do PCdoB em Santa Catarina realiza reunião de Planejamento

Nesta quarta-feira (21.04) aconteceu reunião de planejamento da OB Petroleira do PCdoB em Santa Catarina, a reunião ocorreu na cidade de Joinville.

Foram deliberadas as prioridades de trabalho, entre elas maior participação na CTB/SC e na política sindical petroleira nacional. Foram ainda definidas as prioridades da base.

A reunião foi acompanhada pelo Camarada Caetano que é membro do Comitê Central do Partido, petroleiro e membro da Direção da FUP destacando mais uma vez a importância da Organização dos Trabalhadorese do Partido Comunista do Brasil dentro de suas bases principalmente em ramos estratégicos.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A inocência presumida foi pro espaço!!

Direito Constitucional é esquecido pela Petrobras

Punições vieram a galope, sem direito de defesa.

Petroleiros punidos relatam o “inferno” que estão vivendo

Por telefone, dois dos petroleiros que foram punidos na Bacia de Campos relataram as pressões, assédios e ameaças que sofreram das gerências na greve de março. Eles falaram sobre o que mudou em suas vidas e o que está em xeque nesta disputa ideológica em que a Petrobrás transformou a campanha reivindicatória. Preservamos a identidade dos trabalhadores para protegê-los. Ambos estão menos de cinco anos na empresa, têm entre 22 e 25 anos de idade, moram fora de Macaé, continuam na luta pelo coletivo e confiam na solidariedade de classe da categoria petroleira.

“Jamais deixamos de acreditar no coletivo”

“Vivemos um verdadeiro inferno a bordo da plataforma, momentos antes de ser deflagrada a greve de março. Sofremos todos os tipos de pressão, assédio e ameaças por parte das gerências. Uma tortura psicológica, um desrespeito tão absurdo, que nunca na vida pensei que fosse passar por isso. Mesmo assim, resistimos e mantivemos a calma e o equilíbrio o tempo todo em que estivemos na sala de controle, apoiando os companheiros que estavam na operação da plataforma. A gerência queria ocupar a sala com a equipe de contingência e o que fizemos foi simplesmente acatar o indicativo do sindicato, preservando nossos postos de trabalho. Os gerentes, sim, faziam questão de deixar claro que ocupariam a sala de qualquer jeito, mesmo que fosse preciso conflito. Fizeram de tudo para nos desestabilizar, mas estávamos preparados para não entrar em confronto, pois sabíamos dos riscos que corríamos e que as gerências poderiam sabotar nossa greve. Por isso, trabalhamos exaustivamente, o tempo todo sob tensão, vigilantes para que nada afetasse a segurança e a integridade da plataforma. Vivemos situações extremamente cruéis, como ouvir o Geplat admitir que tinha cortado a comunicação da plataforma e que seríamos demitidos de qualquer forma, se permanecêssemos embarcados ou se desembarcássemos. Apesar de tudo isso, jamais deixamos de acreditar no coletivo. Lutávamos com a convicção de que as conquistas da greve seriam de toda a categoria. São extremamente injustas e infundadas as punições que sofremos. Não fizemos absolutamente nada que pudesse justificar essa atitude da Petrobrás. Estamos indignados e revoltados com as mentiras que estão sendo ditas para confundir a categoria. Fiquei sabendo que estão falando que a gente até cuspiu na cara do gerente, quebramos equipamentos, deitamos na sala de controle, ameaçamos e assediamos os gerentes… Imagina isso! Nós é que fomos submetidos a um verdadeiro inferno, fomos acusados, julgados e punidos sem motivo algum e sem qualquer direito de defesa. Nos usaram para coagir e subjugar a categoria. É muito clara a estratégia da Petrobrás: ataca as lideranças do movimento, espalha o clima de terror e perseguição entre os trabalhadores para impedir novas greves e mobilizações. Nossa categoria não pode permitir isso, pois seria um golpe na esperança de que juntos podemos corrigir as injustiças e lutar por um futuro melhor para todos. Continuo acreditando na luta, na solidariedade de classe e tenho certeza de que não seremos abandonados pelos trabalhadores”.

“Desestruturaram nossas vidas e famílias”

“O que mais me impressiona nisso tudo é a falta de pudor dos gerentes em manipular as nossas vidas. Além da humilhação, desrespeito e injustiça que sofremos, nossas vidas viraram de ponta cabeça. Fomos transferidos para terra há oito meses, à nossa revelia. Desestruturaram nossas vidas e famílias e ainda têm a cara de pau de inventarem absurdos a nosso respeito, tentando induzir a categoria a nos julgar por algo que não cometemos. Tenho plena consciência de que essas punições arbitrárias só ocorreram para as gerências medirem força com os sindicatos e nos fazerem de exemplo para esvaziar os próximos movimentos da categoria. A Petrobrás sabe que não houve motivos paras as punições, que foram desnecessárias, mas não acreditava que a categoria fosse reagir, como está reagindo, a essa injustiça. Uma das acusações que sofremos ao sermos punidos foi que cometemos assédio moral contra os gerentes, quando nós é que fomos de fato assediados o tempo todo por eles. Sabe por que? Porque acatamos o indicativo do sindicato. Esse é o jogo, essa é a estratégia da Petrobrás. Se a categoria engolir essas punições sem reagir vai estar permitindo que as gerências sigam adiante em seu objetivo, que é ceifar e enfraquecer qualquer tipo de movimento que venha ocorrer no futuro. Se isso acontecer, corremos o risco de nunca mais conquistar nada, pois não teremos mais correlação de forças para enfrentar os desmandos e injustiças das gerências. Tenho esperança de que na luta, nacionalmente unidos, conseguiremos reverter essas punições. Não por mim ou por meus companheiros, mas em honra de toda a categoria”


Fonte: Blog da Juventude Petroleira

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Entrevista sobre PLR: Márcio Dias


“A bi-tributação da PLR é patente, falta à justiça, garantir o nosso direito”.


Márcio Dias é o atual coordenador geral do SINDIPETRO RN e um dos maiores entusiastas da tese de que a PLR, que a Petrobras paga anualmente aos seus trabalhadores, assim como faz outras empresas no Brasil e no mundo, já é tributada na sua origem, em quanto lucro da Empresa, e a sua cobrança no pagamento aos trabalhadores caracteriza o duplo recolhimento, o que não é permitido.

Segue entrevista concedida ao Blog do Amigo Luiz Carlos, Blog Luiz Carlos Petroleiro

LCP: Márcio, qual o objeto da ação impetrada pelo sindicato?
MD: Olha Luiz Carlos, a ação questiona a tributação que a receita federal faz da PLR e pede que seja sustada a cobrança. Em tratando-se de uma ação liminar, no caso de sermos vitoriosos, o dinheiro ficará depositado em juízo enquanto é julgado o mérito da ação.

LCP: Quando foi dada entrada na ação?
MD: A ação foi ajuizada no dia 23 de agosto na justiça federal, em Natal, e tem como réus a União e Fazenda Nacional.

LCP: Você poderia prevê um prazo para o desfecho do caso?
MD: Olha, a questão está com o juiz, e com o pedido de liminar deverá ter uma tramitação rápida, contudo ainda não temos uma previsão. Vamos aguardar, e estaremos informando toda a categoria com a celeridade que o caso requer.

LCP: Em relação à campanha reivindicatória estão transcorrendo as assembléias iniciais fale um pouco.
MD: Nós estamos concluindo as assembléias com ampla aprovação da categoria nos pontos que estão sendo discutidos; que são a aprovação da pauta de negociação com a Petrobras e a autorização para a FUP e os sindicatos representarem os trabalhadores no processo de negociação. Temos uma perspectiva que faremos uma campanha vitoriosa este ano. Assim como vem acontecendo nos últimos anos. È verdade que temos muita coisa para avançar, porém, não podemos perder de vista os ganhos obtidos nos últimos tempos, principalmente agora que saímos de uma negociação do PCAC, que, se não é o dos nossos sonhos, é o que podíamos alcançar dentro de uma correlação de forças estabelecida.

No link abaixo o leitor pode acessar o sítio da Justiça Federal, na página de acompanhamento da ação da PLR:

http://200.167.144.15/tebas/consulta/cons_procs.asp

No campo "nome da parte" você escreve SINDIPETRO RN e tecla em pesquisar.