Uma linha muito tênue separa os feitos de inclusão social do assistencialismo. Faz-se necessário aprofundar o estudo e o debate a fim de evitar erros de aplicação e principalmente aproveitamento esperado. Ouço muitas pessoas comentando que o Governo Lula é assistencialista ao extremo, porém este ano em São Francisco do Sul tive a oportunidade de estar a frente da implantação de três núcleos do Programa Segundo Tempo, segundo maior programa social do Governo Federal atendendo em São Francisco 650 crianças, e a visão que tenho é justamente ao contrário, temos constante acompanhamento e cobrança por parte da Secretaria de Esporte Educacional do Ministério dos Esportes de tal ponto que conseguimos alcançar um aumento de rendimento escolar de 15% entre os participantes do Programa, pois através do esporte conseguimos atingir educação, cultura e cidadania.
Acredito que se nosso objetivo fosse apenas o assistencialismo estaríamos trabalhando apenas uma vez por semana ou quem sabe distribuindo bolas e deixando as crianças se divertirem, não que isso não seja importante, mas a sociedade precisa de muito mais. Outro detalhe são as barreiras que surgem aos programas de inclusão, essas são enormes e talvez seja pelo fato de que o assistencialismo gere um retorno fácil, mas a inclusão gera pessoas conscientes e que repudiarão as ações assistencialistas.
A primeira lição, e talvez a mais importante, que tiro deste Programa é que precisamos trabalhar o esporte com seriedade, profissionalismo e como poderosa ferramenta de inclusão social e não somente como forma de diversão e brincadeira.
Estatuto para Juventude brasileira
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Alfredo Santos Jr.** – Secretário Nacional de Juventude da CUT. Os dados
sobre a juventude brasileira evidenciam que sua absoluta maioria, 73%, está
presen...
Há 12 anos
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